Gunas como energias cósmicas da Natureza

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Depois do surgimento de Prakriti e Purusha como os primeiros frutos da consciência absoluta, vêm os Três Gunas. Os gunas podem ser considerados como energias cósmicas que permeiam toda a natureza, inclusive a mente humana.

A compreensão destas energias é fundamental para nossa prática de Yoga, assim como de Ayurveda, porque estas são as forças que precisam ser trazidas à consciência tanto para a cura, quanto para a transformação. Os três gunas são: rajas, tamas e sattva.*

 

 

RAJAS

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Na natureza, rajas é a energia da atividade, da mudança e do desenvolvimento. Na mente humana, é a energia da tenacidade, da ganância, da posse e do desejo. Rajas é a força da mudança e da evolução.

É a força da ação, de ir em busca de algo desejado. Nos animais, é a compulsão de caçar e conseguir comida. Nos humanos, é a conquista, a competição e a vitória. Em nosso dia-a-dia, é o sentimento de, "eu tenho que ter, eu tenho que conseguir. "

A necessidade de se defender e a emoção da raiva estão intimamente associadas a este impulso de conquista e posse. Desta maneira, podemos dizer que rajas é o aspecto "luta" na reação "luta-fuga."

 

 

TAMAS

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Tamas é inércia e obscurantismo. É a ausência de vida e de movimento. É a escuridão em oposição à luminosidade de rajas. Na natureza, é a força da entropia que resiste ao movimento. É a força que conduz rajas ao descanso e induz ao sono e à recuperação. Nos seres humanos é a ausência de mudança e de movimento, que podem transformar-se em preguiça e decadência.

É também a força daquilo que está escondido, o lado sombrio de nossa natureza; todas as emoções que se encontram dormentes e reprimidas. Com o passar do tempo, estes sentimentos sombrios podem tornar-se venenosos.

Rajas pode liberá-los, e por este motivo, a liberação emocional pode ter esta qualidade vulcânica. Tamas está associado à apatia e à estagnação. É uma sensação de estar empacado, que possivelmente se reflete como a síndrome da indolência. Nos níveis político e social, tamas é representado pelo conservadorismo extremo e pela resistência a mudanças. No nível da mente, tamas é teimosia e resistência a mudanças e a idéias novas.

Representa outro aspecto da reação "luta-fuga" que é a reação de paralisia.

 

 

SATTVA

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A melhor imagem de Sattva é como o ponto de equilíbrio entre Rajas e Tamas.

Considerar sattva como um ponto de equilíbrio é importante porque é uma confirmação de que a natureza consiste num equilíbrio dinâmico de forças e de que este equilíbrio é essencialmente positivo. A natureza se torna dolorosa e destrutiva quando há ausência de equilíbrio. Este conceito de saúde como equilíbrio será fundamental quando explorarmos os doshas ayurvédicos.

Na natureza, sattva representa todos os pesos e contrapesos que propiciam harmonia ao planeta. Todas as forças da natureza que, por si próprias, poderiam causar desarmonia são equilibradas por sattva e levadas à harmonia. Percebemos sattva em serviço mesmo na enfermidade, porque na verdade, a doença é um chamado profundo à mudança e ao equilíbrio interno da pessoa e do meio ambiente.

No dia-a- dia, sattva é a sensação de paz, equilíbrio e harmonia, a sensação de ser suficiente, de fazer o suficiente e de ter o suficiente. É a sensação de inteireza e de plenitude equilibradas. No nível da mente, sattva é a qualidade do equilíbrio, da lucidez e da iluminação.

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Os gunas por si só, como toda a natureza, não são malignos de maneira alguma, mas é nossa identificação com eles que promove desequilíbrio e sofrimento.

Os gunas podem continuar a desempenhar seus papéis em nossas mentes e corpos, mas, à medida que nos tornamos mais conscientes de sua atividade, eles perdem o poder de nos envolver em sua trama. Nossa busca na jornada espiritual é o desenvolvimento da consciência testemunha (Vijnanamayakosha), para que possamos ser o observador da peça teatral, ao invés do ator que segue seu roteiro às cegas. Através do desenvolvimento da consciência testemunha, percebemos que os gunas, refletidos na personalidade, não são a totalidade do que somos.

Com o passar do tempo, passamos a nos identificar cada vez mais com o Eu maior, que é sinônimo do divino, da criação, e de todo o universo.

 

 

 

* artigo retirado do Manual de Professores de Yoga Integrativa – Capítulo 3 Ayurveda e Yoga

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